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Heaviness, ou "peso"

Aqui na página da Tripod, e também em nossas redes sociais, sempre utilizamos os termos "peso" e "pesado" pra tudo quanto é lado.

Mas que raios é esse lance de "peso"? Os pedais da Tripod pesam muito quilos, é isso?

Não! Nada disso. "Peso", aqui, tem outro sentido que não o de força gravitacional sofrida por um objeto em virtude da atração gravitacional nele exercida por um outro corpo com massa. E os pedais da Tripod pesam menos de 1 kg!

Heaviness, ou "peso" em português, é o termo utilizado para se referir a um conceito estético que envolve um conjunto de específico de características tímbricas que levam à percepção de densidade, poder, agressividade, escuridão e intensidade.

O conceito é amplamente explorado no heavy metal e seus inúmeros subgêneros – em especial naqueles que levam o conceito ao extremo, como o doom, o sludge, o stoner e o death –, mas não só, sendo muito comum, ou até onipresente, no punk, hardcore, grindcore, rock alternativo, entre outros estilos.

Os recursos de saturação sonora, como os pedais de fuzz e distortion, estão entre as principais qualidades particulares de timbre envolvidas no conceito de peso. Mas não só. Entre as características para a obtenção de peso, estão:  

  

  • Saturação abundante

  • Loudness elevado

  • Power chords

  • Intensidade na palhetada

  • Amplo espectro de frequências

  • Afinações baixas (downtuning)

  • Dissonância harmônica

  • Certo nível de ruído

  • Estética lo-fi

  • Modos menores

Mas isso é só um resumo, a ponta de um iceberg de milhares de toneladas. Para saber mais sobre o conceito de peso (heaviness), leia os artigos disponíveis aqui nesta página. Para fazer o download dos artigos, basta clicar no ícones abaixo ou nas imagens dos artigos.

A PEDRA DE UMA TONELADA: como o rock ‘n’ roll ficou pesado

O presente artigo apresenta pesquisa bibliográfica, dentro do campo de estudo de gêneros musicais, acerca do desenvolvimento do que  convencionou-se chamar de som “pesado” (heaviness) ao longo de aproximadamente sete décadas da história do rock. Embora em sua origem essa característica da estética sonora ainda não fosse determinante, o artigo mostra como ela foi se evidenciando progressivamente com o passar do tempo, tornando-se uma preocupação constante de muitos músicos e até mesmo uma característica definidora de diversos subgêneros do rock.

PASSOS, Leonardo Porto; FALLEIROS, Manuel Silveira. A pedra de uma tonelada: como o rock 'n' roll ficou pesado. Revista Orfeu, Florianópolis: Ceart-Udesc, v. 8, n. 2, p. 1-25, 2023. DOI: 10.5965/2525530408022023e0103. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/orfeu/article/view/24006.

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UMA "PEDRA" QUE SE TORNOU MONTANHA: a busca incessante pelo “peso” no rock sob o viés da cognição musical

Desde seu surgimento no fim da década de 1940 e início da década seguinte, o rock sempre teve sua estética intimamente atrelada à guitarra elétrica. Mas em sua gênese, e em comparação com o contexto atual, o rock ainda não podia ser considerado “pesado”, já que predominava a sonoridade das guitarras “limpas”, sem saturação. A partir da invenção dos pedais de fuzz no início da década de 1960, a saturação passou a prevalecer, principalmente após o advento do hard rock, no fim da mesma década, e em especial, do heavy metal, no início da década seguinte, subgêneros em que o uso proeminente de saturação é característico de sua estética sonora. Desde então, o uso massivo de saturação vem se tornando cada vez mais recorrente, e o conceito de “peso” (heaviness) faz parte da identidade sonora de diversos gêneros do rock, conceito este que se refere a empoderamento, agressividade, força e densidade. A proposta do presente artigo é a de compreender a motivação de guitarristas e ouvintes de rock pela busca incessante do “peso”. Para tal, foi utilizada pesquisa bibliográfica sobre o conceito de sinais e pistas etológicos de David Huron, mais precisamente aqueles relacionados à agressividade e ameaça. Com isso, buscou-se elucidar não somente o apreço de guitarristas e ouvintes de rock pelo “peso”, mas também as razões que possam dar conta dos possíveis fatores fisiológicos, cognitivos e culturais para essa relação que já dura mais de meio século.

PASSOS, Leonardo Porto; FALLEIROS, Manuel Silveira. Uma “pedra” que se tornou montanha: a busca incessante pelo “peso” no rock sob o viés da cognição musical. In: REIS, Adonhiran; HELD, Marcus (Orgs.). Anais do 1º Simpósio de Pesquisa em Música da Unicamp [recurso eletrônico]. Campinas: IA-Unicamp, 2025. p. 435-455. ISBN: 978-65-87175-81-2. Disponível em: https://www.iar.unicamp.br/wp-content/uploads/2025/06/Anais-do-1o-Simposio-de-Pesquisa-em-Musica-da-Unicamp-1.pdf.

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